RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
 
   

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CAMÕES, Luís de. OS LUSIADAS, POEMA EPICO DE… [Edição do Morgado de Mateus, 1819]

Nova edição correcta, e dada à luz, conforme á de 1817, in 4º, Por Dom Joze Maria de SOUZA-BOTELHO, Morgado de Matteus, Socio da Academia Real das Sciencias de Lisboa. PARIS, NA OFFICINA TYPOGRAPHICA DE FIRMINO DIDOT, Impressor do Rei, e do Instituto. M DCCC XIX. [1819].

In 8º (de 21,5x12,5) com [8], cx, 420 págs.

Encadernação da época com lombada e cantos em pele. Com ferros a ouro e rótulo na lombada. Corte das folhas carminado.

Ilustrado com um retrato do autor desenhado por F. Gérard e aberto por B. Roger.

Exemplar com ex-libris da época de 'Douglas, Cavers, Hawick, N. B.' (Trata-se do ex-libris da biblioteca do antigo castelo, hoje em ruínas, no qual se situava a sede do clã Douglas, em Hawick, na Escócia), carimbo oleográfico de posse «FS» na página 128 e leves vestígios de oxidação natural do papel na folha de rosto.

Edição in 4º, executada como redução gráfica da edição monumental em 1817 do Morgado de Mateus e acrescentada com a biografia de Camões por Manuel de Faria Severim.

O Morgado de Mateus, oficial de marinha, académico e ex-embaixador em França, soube que tinha havido duas edições dos Lusíadas com variantes, publicadas em 1572. Tratava-se de uma tradição oral passada de bibliotecário em bibliotecário. Porém ninguém tinha verificado a tradição e procurado saber a exatidão nestas afirmações. O Morgado de Mateus foi confrontado com uma situação única na história da literatura portuguesa e da literatura europeia. Um facto paradoxal é que a obra tinha sido preparada, ilustrada e impressa num país (a França), que lutava com a própria pátria do Morgado de Mateus (Portugal), e sob a autoridade de um homem que, pensava-se, devia ter tido o bom senso de retornar à sua terra natal há já muito tempo. Relativamente à fixação da ortografia também aqui esta obra (na edição monumental) estabeleceu um marco histórico porque até à data a Academia das Ciências de Lisboa nunca tinha fixado a ortografia em qualquer dos seus trabalhos (vide Anne Gallut).

Inocêncio V, 13. ; JOSÉ DO CANTO 18, nº60: «Reprodução, em formato pequeno, da grande edição dos Lusíadas [do Morgado de Mateus], com o texto mais correcto. Boa e estimada edição, dirigida por F. L. Verdier.»

ANNE GALLUT, Le Morgado de Mateus, Éditeur des Lusíadas, Klincksieck & Bertrand, 1970; pags. 93, 102, 122, 123, 133, 139: « Le Morgado apprit qu"il n"y avait pas eu une édition des Lusíadas mais deux, parues en 1572 à Lisbonne chez António Gonçalves. Le noeud de la question se tenait là: en savait par une tradition orale transmise de bibliothecaire en bibliothécaire qu"il y avai eu deux éditions en 1572. Personne n"avait verifié cette tradition et pourtant on jugeait que tel exemplaire appartenait a la primière edition, tel autre a la seconde et cella sans les avoir comparés, san avoir jamais cherché à savoir pourquoi l"un était plus ancien que l"autre. Le Morgado était en face d"une situation unique dans l"histoire de la litterature portugaise, et peut-être de la litterature européenne. La beauté du livre égalait le sérieux de la critique des textes princeps. A cela s"ajoutait le fait que le livre avait été préparé, illusté et imprimé dans un pays (la France) qui avait combattu le leur (le Portugal), et sous l"autorité d"un homme qui, pensaient-ils (les portugais), aurait dû regagner sa patrie depuis longtemps. […] On ne pouvait non plus parler d"ortographie moderne de la langue portugaise: l"Academie (de Lisbonne) ne l"avait jamais fixée dans aucun de ses travaux. »

Referência: 1407JC001
Local: M-9-B-26


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