RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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MENDES DE VASCONCELOS, Luís. ARTE MILITAR DIVIDIDA EM TRES PARTES.

A primeira ensina a peleijar em campanha aberta, a segunda nos alojamentos, & a terceira nas fortificações. COM TRES DISCVRSOS ANTES DA ARTE. No primeiro se mostra a origem, & principio da guerra, & Arte Militar, & o seu primeiro autor, no segundo a necessidade que d’ella tem todos os estados, & no terceiro como se poderá saber, e conservar. E hua comparação da antiga milícia dos Gregos, & Romanos, com a deste tempo. COMPOSTA POR LVIS MENDES De Vasconcelos. COM TODAS AS LICENÇAS NECESSARIAS. IMPRESSA NO TERMO DE ALENQUER. Na quinta do Mascotte. POR VICENTE ALVAREZ. Anno MDCXII [1612]. COM PRIVILEGIO REAL. Tayxada a [valor em branco no pé do rosto] reis em papel.

In folio (26x19 cm) com. [4], 263, [5] fólios.

Encadernação do século xx inteira de pele de carneira natural com nervos e ferros na ouro na lombada e ferros a seco sobre as pastas em esquadrias decorativas. Corte das folhas carminado.

Ilustrado com belas e grandes maiúsculas xilografadas no início de cada capítulo; vinhetas no início do texto; diagramas no texto; caracteres com numerais e tipos próprios para as operações aritméticas; 12 desdobráveis em extratexto [Catálogo Monteverde cita 13 ff extratext; BNP refere 12 desdobráveis extratexto] com os diagramas das ordens e as organizações dos quadrados de batalha, contendo as várias composições dos terços de infantaria; com os seus esquadrões, guarnições, mangas, cornos e alas militares.

Exemplar com leves manchas e vestígios de humidade, manchas (tipográficas de origem?) no fólio 182 verso; e colação com 2 erros na sequencia: 180 aliás 181; e 209 aliás 205; e folio 36 rasgo antigo e recuperado.

Obra impressa em Alenquer (pequena vila a 50 km a norte de Lisboa, cidade natal de Luís de Camões e de Damião de Góis) em uma quinta ainda hoje existente: a Quinta do Mascote (Santo Estevão, Alenquer). Trata-se da única obra conhecida impressa neste local pelo importante impressor Vicente Alvarez. Este impressor de Lisboa esteve em actividade entre 1607 e 1626 e publicou em 1612, uma edição de Os Lusíadas. A alternância das edições camonianas entre Craesbeeck e Álvarez parece confirmar que se tratou de uma competição ao longo da qual cada um dos impressores procurou aumentar o seu catálogo com algo de novo (vide Vanda Anastácio, in El Rei Seleuco, 1645 (Reflexões sobre o «corpus» da obra de Camões).

Nota bibliográfica manuscrita na folha de guarda: «Deve ser o exemplar do Catálogo Telles da Silva, vol. I 1971 -122- 48, valia 5500 escudos»

Barbosa Machado 3, 115, 116 ; Palha 1, 473; Arouca V 41.

Monteverde 389 - 3505: «Raríssimo»

Pinto de Matos, 396:  «A Arte Militar é livro raro, e dele foi mandado um exemplar à Exposição de Paris de 1867. Vendeu-se um exemplar por 3$800 Castro, e outro por 8$950  Sousa Guimarães. Inocencio Francisco da Silva menciona um exemplar vendido por 6$000 reis».

Inocêncio V, 306-307:  «Luis Mendes de Vasconcelos, Comendador da Ordem de Cristo, Capitão-mor nas armadas do Oriente, onde militou muitos anos, e Governador de Angola pelos de 1617 a 1620. Foi natural de Lisboa, e não de Évora, como pareceu ao P. Francisco da Fonseca na sua Évora gloriosa, pag. 413. Ignoram se precisamente as datas em que nascera e morrera; porém sabe se que foi pai de Joanne Mendes de Vasconcelos, que tanto se distinguiu por seus feitos militares nas guerras da aclamação. Cumpre que em todo o caso se não confunda este escritor, apesar de contemporâneo, e da identidade dos nomes, com Fr. Luis Mendes de Vasconcelos, português, 54º Grão mestre da Ordem de Malta, cuja vida temos impressa em espanhol, e traduzida (vej. no Diccionario o artigo Miguel Lopes Ferreira). É este o que de certeza parece nascido em Évora pelos anos de 1550, e falecido em 1623 na ilha de Malta, onde jaz sepultado. Dele não consta que escrevesse cousa alguma. [...] Arte militar dividida em tres partes. [...] Impressa no termo de Alemquer, na quinta do Mascotte. Por Vicente Alvares 1612. 4.o gr. Não sem razão censurou Barbosa o erro em que caíram D. Nicolau António e o P. Francisco da Fonseca, que supuseram diverso o autor da Arte Militar do do Sitio de Lisboa: quando da simples leitura do prólogo deste deveriam conhecer, que ambas as obras eram saídas da mesma pena. Ali afirma o próprio Vasconcelos, que dez anos antes ele compusera a Arte Militar: o que equivale a dizer que esta já estava composta em 1598. São raros os exemplares deste livro. Existe um na Biblioteca Nacional. O Sr. Agostinho Merello comprou há poucos anos outro, segundo ouvi pela quantia de 6:000 réis.»

Referência: 1508JC005
Local: M-9-D-14


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