RUGENDAS. (Johann Moritz) HABITANTE DE GOYAS. Quadro a óleo pintado sobre madeira.

     
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VELOSO. (Jóse Mariano da Conceição) ATLAS CELESTE ARRANJADO POR FLAMSTEED

PUBLICADO POR J. FORTIN, CORRECTO, E AUGMENTADO POR LALANDE, E MECHAIN, TRASLADADO EM LINGOAGEM DE ORDEM DE SUA ALTEZA REAL O PRINCIPE REGENTE N. S. PARA INSTRUCÇÃO DA MOCIDADE. PRIMEIRA EDIÇÃO PORTUGUEZA REVISTA, E CORRECTA PELO DOUTOR FRANCISCO ANTONIO CIERA, E PELO CORONEL CUSTODIO GOMES VILLAS-BOAS. Lisboa. NA IMPRESSÃO RÉGIA. Anno 1804.

In 4º de 24 x 17 cm, com XVI, 43 págs.+ 30 gravuras desdobráveis de 32 x 24 cm. Brochado.

Exemplar totalmente intonso (por aparar), preserva as capas de brochura originais.

No centro da folha de rosto apresenta uma bela gravura decorativa com as armas de Portugal . O texto encontra-se dentro de uma cercadura tipográfica em toda as páginas. As gravuras das constelações, magnificamente adornadas com desenhos, foram executadas na famosa, mas efémera, tipografia do Arco Cego e são assinadas pelos mestres gravadores Vianna, Eloy, Souto, Figueiredo, Neves, Camena, Lima e Tra[?], Marques e Rebelo.

Inocêncio 2, 113 Arco do Cego 108 G.R. Trad. Port. 1, 2583.

A dedicatória da obra ao rei de Portugal D. João VI, à época da publicação da obra Príncipe Regente, é da autoria de Fr. José Mariano da Conceição Veloso, director da tipografia do Arco Cego, que aí afirma ser a obra publicada por ordem do monarca.

Empresa gráfica notável, trata-se de um dos mais raros e belos livros saídos dos prelos da Impressão Régia, tendo sido as chapas das gravuras executadas pelos melhores gravadores portugueses na tipografia do Arco Cego, que entretanto fora extinta.

Esta tipografia real de curta duração foi criada para elevar Portugal ao nível tipográfico (em termos de divulgação científica) dos países mais importantes da Europa.

O primeiro Atlas Celeste baseado no Atlas Coelesti foi publicado em 1729, apenas 10 anos após a morte de Flamsteed, pela sua viúva com a assistência de Joseph Crosthwait (de Joseph Crosthwait & Abraham Sharp). Foi precedido por “Stellarum inerrantium Catalogus Britannicus' (ou simplesmente “Catálogo Britânico”, publicado em 1725 com 2.919 estrelas).

Este atlas de Flamsteed pode ser considerado o primeiro atlas moderno, reporta cerca de 3.300 estrelas, o dobro do que tinha sido reportado por Hevellius e, pela primeira vez, as estrelas são localizadas através das suas coordenadas equatoriais: ascensão recta e declinação, estando a grelha sobreposta no mapa ao polo eclíptico. Esta inovação foi possível através da introdução das observações do relógio de pêndulo, que permitia descobrir a diferença da ascensão recta partindo da diferença entre o tempo da passagem das estrelas pelo meridiano. Um século antes, Bayer inseria no seu Atlas as duas nebulosas de Magalhães. Flamsteed, no mapa dedicado a Andrómeda, desenha uma estrela à direita, a galáxia M31, o primeiro objecto não estrelar a aparecer num mapa celeste de um importante atlas.

Uma das principais motivações de Flamsteed para produzir este Atlas foi corrigir a representação de figuras das constelações feitas por Bayer no seu “Uranometria” em 1603. Bayer representa as figuras vistas por trás (e não de frente, tal como era feito desde o tempo de Ptolomeu), o que invertia a localização das estrelas provocando confusões desnecessárias.

A publicação teve sucesso imediato, tornando-se a referência padrão para astrónomos profissionais durante quase um século. Mesmo assim, foram levantadas três objecções: o seu preço elevado, o tamanho (grande) que o tornava difícil de manusear e a fraca qualidade artística (foram feitas muitas críticas aos desenhos de James Thornhill, especialmente no que diz respeito à representação da constelação de Aquário). Isto levou o Dr. John Bevis a tentar melhorar o Atlas. Em 1745 produz o 'Uranographia Britannica', mais pequeno, actualizado com observações e imagens mais artísticas. No entanto, este Atlas nunca foi oficialmente publicado e até à data conhecem-se apenas 16 cópias.

Finalmente, as alterações à posição das estrelas (as observações iniciais foram efectuadas na última década do século XVII) conduziram a uma actualização em 1770 do engenheiro francês Jean Nicolas Fortin, com a supervisão dos astrónomos “Le Monnier e Messier, da Real Academia das Ciências em Paris. A nova versão, denominada Fortin-Flamsteed, tinha um terço do tamanho do original, mas manteve a mesma estrutura dos mapas. Foram também efectuados alguns retoques artísticos em algumas ilustrações (nomeadamente em Andrómeda, Virgem e Aquário). Os nomes das constelações estão em francês e não em latim e o Atlas inclui algumas nebulosas descobertas após a morte de Flamsteed. Em 1795 foi publicada uma versão actualizada por Merchain e Lalande com novas estrelas e muitas mais nebulosas.

 

 In 4º. 24 x 17 cm. XVI, 43 pp. + 30 folded engravings with 32 x 24 cm. Soft cover.

Copy with totally uncut leaves, keeping the original soft covers.

The title page presents a beautiful decorative engraving, with the coat of arms of Portugal at the bottom centre. The text is within a typographic frame in all pages. The engravings of the constellations are beautifully decorated with drawings and were made in the famous, yet ephemeral, typography of Arco do Cego, being signed by the master engravers Vianna, Eloy, Souto, Figueiredo, Neves, Camena, Lima and Tra[?], Marques and Rebelo.

The dedication of the work to His Majesty the King of Portugal João VI, who was Prince Regent at the time of the edition, was written by Father José Mariano da Conceição Veloso, director of the Typography of Arco do Cego, stating that the work was published by decree of the Monarch.

This is one of the most beautiful and rarer books edited by the Royal Print, being the engraving made by the best Portuguese engravers of the Typography of Arco do Cego, that had in the meantime been extinct. This Royal Typography, that had a short life, was created to rise Portugal to the typographic level (in what concerns scientific promotion) of the most important European countries.

The first Star Atlas based on the Atlas Coelesti was published in 1729, only 10 years after the death of Flamsteed, by his widow assisted by Joseph Crosthwait (Joseph Crosthwait & Abraham Sharp). It was preceded by the “Stellarum inerrantium Catalogus Britannicus' (or simply the “British Catalogue”, published in 1725 and presenting 2,919 stars).

This Flamsteed Atlas may be considered the first modern Atlas, presenting about 3,300 stars, the double of those reported by and for the first time, the stars are located by their celestial equatorial coordinates: right ascension and declination, with the grid on the map overlapping the ecliptic pole. This innovation was possible by introducing the observations of the pendulum clock, thus allowing to find out the difference of the right ascension from the difference between the time of the clock and the passage of the stars over the meridian. A century before, Bayer included in his Atlas the two Magellan clouds. Flamsteed in the map of Andromeda, draws a star on the right, Galaxy M31, the first non-stellar object to be depicted in a star map of an important Atlas.

One of the main motivations of Flamsteed to make this Atlas was to correct the depiction of the constellations made by Bayer in his “Uranometria” on the year 1603. Bayer depicts the figures seen from behind (and not from the front, like it was done since Ptolemy), thus inverting the location of the stars causing unnecessary confusions.

This edition had an immediate success, becoming the standard reference for professional astronomers for almost a century. However, three protests were made: its high price; its big size, making it difficult to handle; and the low artistic quality (a lot of criticism on the drawings by James Thornhill, especially the depiction of the constellation of Aquarius). Because of this, Dr. John Bevis tried to improve the Atlas and in 1745 he produces the 'Uranographia Britannica', smaller, updated with notes and more artistic images. This Atlas, however, has never been officially published and until now, only 16 copies are known to exist.

Finally, the changes to the position of the stars (the initial observations were made in the last decade of the 17th century) were updated in 1770 by the French engineer Nicolas Fortin, supervised by the astronomers Le Monnier and Messier, members of the Royal Academy of Science in Paris. The new version, named Fortin-Flamsteed, had one third of the original size, but kept the same map structure. There also have been made some artistic retouch on some illustrations (namely in Andromeda, Virgo and Aquarius). The names of the constellations are in French and not in Latin and the Atlas includes some nebulas that were discovered after Flamsteed died. In 1795 Merchain and Lalande published a new version with more stars and nebulae.

 

Inocêncio II, 113 “CUSTODIO GOMES VILLAS BOAS, Cavalleiro da Ordem de Christo, Brigadeiro d"Artilheria, Lente de Mathematicas jubilado na Academia Real de Marinha e ultimamente Governador da praça de Valença. Socio da Acad. R. das Sc. de Lisboa. - Morreu com 64 annos a 6 de Abril de 1808. - E. (…) 456) Atlas celeste, arranjado por Flamsteed, publicado por J. Fortin correcto e augmentado por Lalande e Machain, trasladado em linguagem. Primeira edição portugueza, revista e correcta pelo doutor Francisco Antonio Ciera, e pelo coronel Custodio Gomes Villas Boas. Lisboa, na Imp. Regia 1804. 4.º de XVI43 pag. com trinta estampas ou cartas, gravadas a buril por artistas portuguezes no estabelecimento typographico litterario do Arco do Cégo. Esta obra, de que ha ainda exemplares à venda no armazem da Imprensa Nacional, foi ha annos reduzida em preço, bem como outros livros d"aquella antiga Officina; passando de 2:000 réis a 1:600, por que actualmente se vende.” BNP. Flamsteed, John, 1649-1719 [Material cartográfico] / arranjado por Flamsteed ; publicado por J. Fortin; correcto, e augmentado por Lalande, e Mechain; Flamsteed, John, 1649-1719; Fortin, Jean Baptiste, 1740-1817, ed. lit.; Lalande, ed. lit.; Mechain, ed. lit.; Ciera, Francisco António, 1763-1814, ed. lit.; Vilas Boas, Custódio José Gomes, 1771-1809, ed. lit.; VELOSO. Jóse Mariano da Conceição, O.F.M., 1742-1811, ed. com.; Impressão Régia. (Lisboa), impr.

Referência: 1602CS009
Local: M-10-C-17


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